blog

Por Joinville: Conheça o único museu da bicicleta na América do Sul

Localizado junto à antiga estação ferroviária, o MuBi conta com cerca de 16 mil peças expostas

 

Durante o passeio de final de ano em Joinville, busquei visitar os lugares mais interessantes da maior cidade de Santa Catarina. Conforme contei anteriormente aqui no blog, tive  a oportunidade de me deslumbrar com a florada das hortências na estrada do Rio do Júlio, e ver Joinville do alto, com uma visão privilegiada fornecida pelo mirante do Morro Boa Vista.

A cidade das flores também carrega outro importante título: ‘a cidade das bicicletas’. E o motivo disso? Por conta das festividades em celebração aos seus 150 anos, teve, por iniciativa do Instituto Joinville, a inauguração dos Museus da Bicicleta e da Indústria, se consagrando, desta forma, como a “Cidade das Bicicletas”.É importante destacar que Joinville tem o único museu voltado à bicicletas de toda a América do Sul. 

O Museu da Bicicleta de Joinville (MUBI), foi fundado em 2000, e hoje, 22 anos após sua inauguração, conta com cerca de 16 mil peças doadas pela comunidade. Entre elas, bicicletas, peças; acessórios; pôsteres e fotografias de pessoas da comunidade joinvilense com suas “magrelas” ao longo dos anos, desde a metade da década de 20. São peças provenientes  de diferentes países como Inglaterra, Suécia, Alemanha e Índia. 


Não nego que essa bicicleta da marca Hermes é meu sonho de consumo. Foto Jessica Edel

De acordo com informações divulgadas pelo MUBI, mais de 60 mil pessoas do brasil e do exterior já visitaram o museu indo até o local para poder apreciar as bicicletas como uma obra de arte. 

Alguns destaques da coleção

Entre as peças expostas, há faróis do século 19, você encontra alguns modelos de bicicleta com a Peugeot de 1952 com aros de madeira; Durkopp de 1934 equipada com eixo cardan (sem corrente), um Rickshaw indiano todo pintado à mão e uma Rivera de 1956, projeto nacional, com suspensão sobre molas nas rodas dianteira e traseira, uma inovação tecnológica espetacular na metade do século 20. Como mencionei antes, ali o visitante pode observar diferentes peças e objetos relacionados à bicicleta, como composições de arte, protótipos, etc, e tudo está identificado com origem, estado de conservação e procedência. 


Réplica de uma bicicleta da marca francesa Celífero de 1790. Foto: Jessica Edel

O Museu da Bicicleta e a Estação da Memória (este último que irei falar em outro artigo), administrativamente, fazem parte de uma unidade da Fundação Cultural de Joinville, a “Estação da Memória”. 


Área externa do museu. Foto: Jessica Edel

Composta pela antiga Estação de Passageiros e a Estação de Cargas, na Estação da Memória, está localizada a parte administrativa do complexo, o serviço educativo, o memorial, o auditório e três salas de exposições. 

A antiga “Sala de Senhoras” (na entrada ao MUBI), é reservada para exposições temporárias. A Estação de Cargas na ala Oeste abriga o Museu da Bicicleta, e hoje, o acervo ocupa o antigo depósito, o saguão de entrada e uma pequena sala lateral.

O MUBI é uma entidade cultural sem fins lucrativos, e toda sua prestação de serviços é feita de forma gratuita, então os visitantes não precisam pagar entrada para conhecer o acervo.

Horário de funcionamento e localização

O horário de funcionamento é de terça a domingo e feriados, das 10h às 16h. Para agendamento de visitas para grupos de turistas, escolas, ou atendimentos especiais, você pode entrar em contato através dos telefones (47) 3455-0372, ou (47) 3422-5222.

O Museu da Bicicleta está localizado no Complexo Ferroviário de Joinville, no bairro Atiradores, junto à Praça Monte Castelo, zona Sul da cidade.

Galeria de Imagens

*** É expressamente proibida a reprodução de qualquer fotografia e texto aqui publicados sem a atribuição dos devidos créditos à autora. Dúvidas e sugestões podem ser enviadas ao e-mail [email protected]

img
Jessica Edel

Com início no meio jornalístico antes mesmo de iniciar a graduação, já passei por veículos de rádio, televisão, web, inclusive com breve colaboração ao Uol.
Após ter a oportunidade de trabalhar em diferentes meios, decidi me dedicar ao que mais me cativa: o jornalismo de Turismo.
Aqui no Notas de Viagem exponho de uma forma literária minhas experiências em diferentes destinos pelo Sul do país.